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Verifactu e a nota fiscal eletrônica B2B obrigam empresas espanholas a trocar o software de faturamento, mas a Fazenda já mudou o prazo uma vez e anuncia novo adiamento.

Os desafios que todas as equipes relatam, e como nós os transformamos em pipeline.
Hoje o Verifactu obriga a adaptar os sistemas de faturamento a partir de 1º de janeiro de 2027 para sociedades e 1º de julho de 2027 para os demais. O Real Decreto 238/2026 torna obrigatória a fatura eletrônica entre empresas, com 12 meses de prazo para quem fatura mais de 8 milhões de euros e 24 para o resto, contados a partir de uma portaria ministerial que ainda não saiu. Em outubro de 2026, a Fazenda anunciou que quer levar o Verifactu para outubro de 2028. O dono de uma PME em Valência ou a diretora financeira de uma mid-market em Madri aprenderam que esperar não custa nada, e a gestoría, o escritório contábil que pesa na escolha do software do cliente, também não tem pressa.
O comprador também está saturado. Os vouchers do Kit Digital, com fundos europeus, levaram milhares de PMEs a contratar software com o subsídio como argumento de venda. A obrigação de manter essas soluções era de 12 meses, e agora muitas decidem se pagam a renovação do próprio bolso, desconfiadas de quem liga oferecendo algo. E o outbound tem regras: a AEPD, autoridade de proteção de dados, aplica o artigo 21 da LSSI ao e-mail comercial também entre empresas. Com agosto parado e a Semana Santa freando abril, o ano comercial útil é curto.
Segmentamos pelo que realmente move a compra: PMEs saindo do ano subsidiado do Kit Digital e revisando suas ferramentas, empresas acima de 8 milhões de euros que vão precisar emitir fatura eletrônica antes das demais, e empresas mid-market de Madri, Barcelona e Valência que já estão trocando de ERP ou CRM por motivos próprios. Com cada segmento falamos da operação, não do calendário da Fazenda, porque uma mensagem que só vende conformidade é adiada junto com o prazo. LinkedIn e telefone fazem o primeiro contato, o e-mail entra quando há base legal pela LSSI, e concentramos o esforço de setembro a novembro e de janeiro a junho. Se você vende por meio de gestorías e assessorias contábeis, também as prospectamos como canal.

Com ressalvas importantes. A AEPD entende que o envio de comunicações comerciais por e-mail é regido pelo artigo 21 da LSSI, que exige consentimento prévio, salvo quando existe relação contratual anterior, e aplica esse critério mesmo quando o destinatário é uma empresa. O interesse legítimo do RGPD, sozinho, não cobre uma campanha em massa. Por isso, na Espanha o primeiro contato costuma ser por LinkedIn ou telefone, e o e-mail fica para quando há base legal clara. Valide o seu caso com um assessor de proteção de dados.

Servem para abrir a conversa, não para fechar. O calendário do Verifactu já passou de 2026 para 2027, e a Fazenda anunciou a intenção de levá-lo para outubro de 2028 para alinhar com a fatura eletrônica B2B, então a urgência legal murcha a cada anúncio. Funciona melhor apoiar o argumento no que não muda: tempo economizado no administrativo, integração com a gestoría ou o banco do cliente, e o fato de que empresas acima de 8 milhões de euros terão menos margem que as demais quando a portaria sair.

De setembro a novembro, quando se fecham orçamentos e prioridades do ano seguinte, e de janeiro a junho. Agosto praticamente não existe para decisões de compra, e a Semana Santa trava boa parte de abril. Se o seu comprador está no financeiro, considere também a declaração trimestral de IVA (modelo 303), entregue de 1 a 20 de abril, julho e outubro e até 30 de janeiro: nessas semanas o diretor financeiro e a equipe respondem muito menos a qualquer fornecedor novo.
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