
COO da Siete, onde supervisiona a operação e a entrega das equipes de SDR para clientes B2B na América Latina.

Uma tela apagada ou um painel sem anunciante não se recupera: cada dia sem campanha é inventário perdido para sempre. Por isso, para as empresas de mídia OOH (out of home), o problema raramente é a audiência. Ruas, shoppings e aeroportos continuam cheios. O problema é o pipeline: depender das mesmas agências de sempre, da alta temporada e de um ou dois executivos com bom relacionamento.
Neste guia, reunimos as estratégias de prospecção que mais funcionam para vender inventário OOH e DOOH para marcas e agências, com foco na América Latina: como definir para quem vender, quando abordar, o que dizer e como medir se está dando resultado.
Segundo o relatório global de investimento 2026 da World Out of Home Organization (WOO), o investimento em mídia exterior chegou a US$ 54,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior, e representa cerca de 5% do investimento publicitário mundial. O digital (DOOH) já responde por 47% desse valor e deve superar o estático pela primeira vez em 2026.
Na América Latina, o cenário é diferente: o mercado soma cerca de US$ 2,9 bilhões e o DOOH representa aproximadamente 28% do investimento, bem abaixo da Ásia-Pacífico ou da Europa. O Brasil é o único mercado da região entre os dez maiores do mundo. Para a prospecção, isso significa espaço para crescer, mas também mais concorrência pelos mesmos orçamentos e muitos anunciantes que ainda não consideram a mídia exterior no plano de mídia. É esse segundo grupo que uma boa estratégia outbound consegue capturar.
O erro mais comum é prospectar "grandes marcas" de forma genérica. Em OOH, o cliente ideal depende de onde estão os seus pontos. Uma rede de telas em corredores universitários tem um ICP diferente de um circuito de painéis em rodovias ou de telas em shoppings.
Comece com estas perguntas:
Com isso, você monta listas por geografia e categoria em vez de listas genéricas. Uma rede de farmácias com 40 lojas na sua área de cobertura vale mais do que uma marca nacional sem presença física perto das suas telas.
Em OOH, a decisão de compra costuma ser dividida entre a marca e sua agência de mídia. Se você fala só com agências, disputa uma verba que já está destinada à mídia exterior. Se fala só com marcas, pode gerar um interesse que se perde quando a agência monta o plano.
O que funciona melhor é trabalhar as duas frentes em paralelo: gerar demanda na marca (para que ela peça OOH, ou peça o seu inventário pelo nome) e facilitar o trabalho da agência (inventário claro, tabela de preços, dados de audiência e resposta rápida).
Mensagens que chegam no momento certo têm taxas de resposta muito maiores do que disparos em massa. Em OOH, os gatilhos mais úteis são:
A grande vantagem do OOH na prospecção é poder mostrar algo concreto já na primeira mensagem. Algumas táticas que aumentam a taxa de resposta:
Não é preciso fazer isso para toda a base. Reserve esse nível de personalização para as contas prioritárias e use mensagens segmentadas por categoria para o restante.
Um único e-mail não é estratégia. Uma cadência típica para mídia OOH combina e-mail, LinkedIn e telefone ao longo de 2 a 3 semanas:
Para agências, a cadência pode ser mais direta: inventário disponível, datas, formatos e uma proposta pronta para apresentar ao cliente.
Muitos anunciantes nunca compraram mídia exterior porque a enxergam como cara, rígida ou difícil de medir. O DOOH permite oferecer testes limitados: uma veiculação de duas semanas, faixas horárias específicas ou um circuito pequeno de telas. Um piloto bem desenhado, com objetivo e métrica claros, transforma uma conversa de "um dia, quem sabe" em um pedido de inserção.
O argumento de "passa muita gente aqui" já não é suficiente. Compradores de mídia, principalmente em agências, esperam ver audiências, impactos estimados e alguma forma de medir resultados. Algumas opções acessíveis:
Se o seu inventário está disponível em programática, deixe isso claro: abre a porta para agências que hoje só compram via DSP.
Os orçamentos de mídia são definidos com antecedência. Se você aborda uma marca de varejo em novembro para a campanha de fim de ano, provavelmente já chegou tarde. Como regra geral, comece a prospectar 60 a 90 dias antes de cada temporada forte do seu mercado (volta às aulas, Dia das Mães, Black Friday, festas de fim de ano) e use os meses mais fracos para construir relacionamento com agências antes do planejamento anual.
Para saber se a sua prospecção está funcionando, meça além dos e-mails enviados:
O OOH continua crescendo e o DOOH está mudando a forma de comprá-lo, mas o inventário não se vende sozinho. As empresas de mídia que preenchem suas telas de forma previsível tratam a prospecção como um processo: um ICP definido pelos seus pontos, gatilhos claros, mensagens personalizadas e uma cadência que é medida e ajustada.
Na Siete, desenhamos e executamos processos de prospecção outbound para gerar reuniões qualificadas com anunciantes e agências. Se você quer construir um pipeline constante para o seu inventário OOH, vamos conversar.
Fonte: World Out of Home Organization (WOO), Global Out of Home Expenditure Report 2026.
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