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Agende uma reunião agoraA Argentina tem o comprador de HR tech mais sofisticado da América Latina, com orçamentos em pesos e contratos cotados em dólares.

Os desafios que todas as equipes relatam, e como nós os transformamos em pipeline.
Vender HR tech já é lento em qualquer mercado — o ciclo médio de avaliação ultrapassa 8 meses porque envolve CHRO, TI, Jurídico e Financeiro com agendas diferentes — mas na Argentina soma-se um atrito que não existe no resto da América Latina: os orçamentos de RH são aprovados em pesos, enquanto boa parte do software de HR tech é cotado em dólares. Essa diferença cambial pode paralisar uma decisão já acordada internamente, mesmo quando as quatro áreas já deram aval.
A isso se soma um risco que a indústria de HR tech já conhece bem — o campeão interno sai no meio do ciclo de venda, com um tenure médio de HR Director de apenas 2,3 anos na América Latina — agravado na Argentina por uma rotatividade de talento comercial e de gerência particularmente alta. O comprador argentino, porém, é tecnicamente sofisticado: empresas como Mercado Libre, Globant e Auth0 elevaram o padrão do que uma equipe de RH espera de uma plataforma, então o discurso não pode ficar aquém em profundidade técnica.
Priorizamos empresas que faturam ou orçam em dólares — tech, serviços de exportação, subsidiárias com orçamento dolarizado — onde a volatilidade do peso não bloqueia a aprovação. Construímos relacionamento com pelo menos três pessoas do comitê de RH desde o início, não só com o campeão inicial, para que o negócio sobreviva a uma troca de cargo. E como muitas decisões finais estão na matriz fora da Argentina, identificamos desde o início se o poder de aprovação é local ou está em outro país, para não investir meses na pessoa errada.

Priorizando o segmento que já orça em dólares ou tem receita dolarizada — tech, serviços de exportação, subsidiárias de multinacionais — onde esse atrito cambial não existe. Para o resto do mercado, a mensagem comercial precisa antecipar a conversa de orçamento já na primeira reunião, em vez de assumir que um "sim" do CHRO se traduz automaticamente em aprovação financeira quando há uma conversão de moeda que o CFO precisa justificar internamente.

Porque à rotatividade já alta que existe em posições de RH em toda a região (tenure médio de 2,3 anos) soma-se uma rotatividade de talento comercial e gerencial particularmente alta no mercado argentino. Em um ciclo de venda de HR tech de 8 meses ou mais, a probabilidade de o interlocutor trocar de cargo é real. A forma de proteger o negócio é construir relacionamento com todo o comitê desde o início — não só com quem impulsionou a primeira reunião — para que o processo sobreviva a uma mudança de pessoa.

Ambas são válidas, mas exigem estratégias diferentes. Em subsidiárias, boa parte da decisão de HR tech pode estar na matriz fora da Argentina, então é preciso identificar desde o início se a equipe local tem autoridade real ou só executa o que foi decidido fora. Em empresas de capital argentino, especialmente em tech e serviços de exportação, a decisão é local e o ciclo pode ser mais ágil se o orçamento for dolarizado.
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