
COO da Siete, onde supervisiona a operação e a entrega das equipes de SDR para clientes B2B na América Latina.

"Quanto custa um SDR de verdade?" é a pergunta que quase ninguém responde bem antes de decidir entre contratar internamente ou usar staff augmentation. A resposta não é só o salário — é o salário multiplicado pela carga social de cada país, mais o tempo de ramp-up em que você paga salário sem resultados ainda. E essa carga social varia muito mais entre os países da América Latina do que a maioria imagina.
Segundo dados de mercado de 2026 (Lupa Hire), o salário base mensal de um SDR na América Latina varia assim:
Até aqui, parece que o Chile é o país "caro" e o Peru o "barato". Mas o salário é só metade da equação — a outra metade é quanto custa ao empregador além desse salário.
Segundo dados agregados da Howdy e guias de payroll tax de 2026, o multiplicador de custo total (salário + encargos sociais obrigatórios) por país é:
Combinando o salário médio da faixa e o multiplicador médio, assim fica o custo total aproximado de um SDR de nível médio:
O dado que surpreende: o Brasil acaba sendo o país mais caro para contratar um SDR diretamente, não por ter o salário base mais alto (não tem), mas porque sua carga social é, disparado, a mais pesada da região. O Chile, que parece "caro" olhando só o salário, termina com um custo total moderado graças a ter a carga social mais leve da América Latina.
O tempo médio de ramp-up de um SDR — o período em que ele já está na folha de pagamento mas ainda não gera resultados em capacidade total — é de 3,2 meses, segundo o relatório do The Bridge Group. Isso significa pagar o custo total mensal completo (salário + encargos) por mais de 3 meses antes de ver resultados consistentes — sem contar recrutamento, onboarding e o risco real de a contratação não dar certo.
O staff augmentation muda essa equação em dois pontos concretos: o SDR chega já treinado em prospecção B2B (você não paga sozinho os 3,2 meses de ramp-up), e o custo é uma única tarifa que já inclui ferramentas e gestão — sem a variabilidade da carga social de cada país, sem custo de recrutamento próprio, e sem o risco de uma contratação errada que, na América Latina, com rescisão e aviso prévio, também tem um custo real de saída.
Se você está avaliando abrir um novo mercado na América Latina, o custo de contratação direta não é o mesmo em todos os países — Brasil e México são notavelmente mais caros em carga social do que Chile e Peru, mesmo com salários base semelhantes ou menores. Essa diferença deveria pesar tanto quanto o salário nominal na hora de decidir onde e como escalar seu time comercial.
Salários base: Lupa Hire, SDR Salaries in Latin America (julho de 2026). Carga social: Howdy, LatAm Employer Cost Guide, e guias de payroll tax por país de 2026. Ramp-up: The Bridge Group, SDR Metrics Report.
Vamos conversar sobre qual modelo faz mais sentido para o seu mercado.
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