
COO da Siete, onde supervisiona a operação e a entrega das equipes de SDR para clientes B2B na América Latina.

Fechar um cliente é só o começo. Mantê-lo, fazê-lo crescer e evitar que vá para a concorrência é onde o papel de um Account Executive (AE) de retenção se torna decisivo — e onde muitas empresas B2B investem menos do que deveriam.
Adquirir um cliente novo custa significativamente mais do que reter um existente. Um AE de retenção não só evita essa fuga: identifica oportunidades reais de expansão dentro da conta, algo que raramente acontece se ninguém tem essa relação como responsabilidade explícita.
Eficazes executivos de contas não veem a retenção como uma tarefa separada de vendas — veem como a continuação natural do mesmo relacionamento.
Os sinais mais comuns: queda no uso do produto, falta de resposta a comunicações, mudanças de contato interno sem aviso, ou reclamações repetidas sem solução. Um bom AE de retenção revisa esses sinais de forma proativa, não quando o cliente já avisou que vai sair.
As métricas que realmente importam: taxa de retenção líquida (inclui expansão, não só renovação), churn rate, e Net Promoter Score (NPS) por conta. Sem esses três números, é impossível saber se a estratégia de retenção está funcionando ou só parece estar funcionando.
A retenção não depende só do AE — precisa de colaboração real com customer success, suporte e produto. Os executivos de contas que aprimoram suas habilidades de vendas constantemente também são os que melhor escutam o feedback dos clientes e o levam de volta para o time.
Nossa experiência operando esses processos na Siete: o mesmo padrão que se aplica à geração de leads se aplica à retenção — a diferença nunca é o esforço, é ter um processo claro e alguém com essa responsabilidade de forma explícita, não dividida entre várias pessoas que não a priorizam.
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